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as manas

corrigir a hierarquia interna dos mitos fundadores de nossa sociedade é uma tarefa hercúlea, porém que cabe principalmente às atenas, iemanjás e amazonas da atualidade.
 
antes de tudo, o trabalho humano deve ser encarado não como uma ferramenta de reprodução das superestruturas de sempre, mas pelo seu verdadeiro potencial: o de dar vazão às subjetividades e afetos sócio-econômicos, ao mesmo tempo em que cria — além e aquém do fetiche — realidades verdadeiramente desejadas.
 
para isso, as coletividades devem assumir seu protagonismo, contando histórias capazes de diluir preconceitos, celebrar relações e os laços afetivos, horizontalizar instituições e imaginar novas utopias organizacionais.
 
quando uma escrita potente sai das mãos de duas irmãs bivitelinas e gêmeas de alma, ela se atreve e atravessa muros.
 
aqui, não se trata de uma nova tecnologia vendida a atacado, mas sim de uma tecno-magia incontornável, criada para um mundo que, ao invés de anestesia, anseia por mais sinestesia e marcas de poesia.
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cá estamos

 
para empresas, instituições e pessoas que desejam desfazer suas contradições internas
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Lívia Mota

corpo miúdo numa mente inquieta.

acredita em magia

e nas palavras como alquimia.

percebe a vida como escrevedora 

debruça avassaladora

no papel à caneta 

riso, lágrima e alguma borboleta. 

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Natália Mota

uma mistura de caos e cura

sou muitas e na escrita todas se encontram

despidas, loucas, metódicas, esperançosas

debruçadas em capturar um algo além

no papel sou uníssono delas

com a vontade de tocar alguém

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